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Não é uma novidade. Todo mundo tem, mas não para fazer a diferença.

domingo, 26 de junho de 2011

Decepção

quantas pessoas já decepcionamos?
quantas decepções sofremos?
dói entender que tudo deu errado.
mas talvez não era pra ser.
para conseguir uma boa reputação, requer anos.
para conseguir a má, requer milésimos de segundos.
para construir uma vida, requer também outras vidas.
para destruí-la, requer uma única palavra.
para ganhar um amigo, requer confiança.
para perdê-lo, um adeus basta.
o mundo dá voltas.
hoje pode ser triste, vive-se naquela raiva...inquietude onde não tem limites.
nos perguntamos porque simplesmente foi acontecer justamente consigo.
antes tarde do que nunca.
a quem afinal vamos enganar? viver uma desculpa atrás da outra, se enganar cada vez mais, se camuflar para que ninguém descubra sua verdade.
afinal, qual é a sua virtude? tens alguma virtude?
não precisa mostrar teu defeito. eu gostaria de ver quem és.
acabou. e de ti nada aprendi ou usei.
simplesmente o traí. através de pensamento, desejos, pele, vontades, satisfações.
apenas o traí. como encalecidamente mereceu.
uma simples necessidade que fez disso um vício. talvez um doce vício.
vício pecador que deveria, por venturas, dividir com ele.
era tudo um capricho. talvez vaidade. eu dizia, mas não acreditava.
queria simplesmente ver pessoas impossíveis realizando milagres.
e quando alguém reproduz sentimentos, tudo foi por água abaixo.
dali por diante... espero não ver passar a sombra, a perseguição que eu sofria e a culpa que injustamente me punia.
acabou novamente. e era tudo uma mentira. pior do que foi antes.
e desta vez que seja pra sempre.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

a tendencia do ser humano é todo dia aprender alguma coisa.
só que, isso precisa ser produtivo, seja bom ou ruim. e nunca deve acontecer duas vezes.
ser humano burro é aquele que quer cometer o mesmo erro duas vezes.
principalmente quando já passou o mesmo erro com outra pessoa e está fazendo mais algumas vezes com mais uma pessoa.
talvez seja burrice demais pra uma pessoa ingenua. e idiota.
noites sem dormir, tormenta pra aturar, outras bocas a procurar...pra ver se alguma nasceu pra substituir.
mas, infelizmente deixou levar. eu deixei acontecer. eu permiti a volta dele na minha vida.
se é que alguém entende nesse mundo, isso dói, sabia?
viver alimentando alguma coisa sozinha, DÓI. saber que a pessoa te agrada pra simplesmente, talvez, levar você pra cama...DÓI.
viver experiencias novas com aquela pessoa que você deu liberdade e intimidade, DÓI.
isso tudo lembra passado...isso lembra sofrimento.
eu só queria mudar isso tudo. eu queria que esse tormento acabasse.
nao me importa quem poderia entrar no meu lugar. me importa o que você devia ter feito.
sabendo o que estava acontecendo, nao ousou mover um dedo e se acomodou na BOSTA DA SUA VIDA. que nao tem um pingo de consideração com quem admira você.
"No espelho como a dor que fere o peito. Isso vai passar também..." - Sandy.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Uma Opinião.

Sorte. o que é sorte pra quem vive numa maré de azar?
ou quem sabe viver de uma sorte tranquila... ao simplesmente viver a vida como ela tem que ser.
as nossas escolhas se baseiam do que somos. elas são nossas máscaras.
nosso refugio onde nao sabemos onde essa loucura vai nos levar.
os sonhos? nao é sorte. sonhar nao é sorte. ele simplesmente tira voce do chao, ilude, voce se apaixona e sofre.
a realidade é dolorida. quando voce poe o pé no chao, sente que tudo aquilo que passou, foi mesmo uma maré de sorte. sorte momentanea.
onde alguns segundos podem lhe dar fama, dinheiro, amor, paixoes, traiçoes. voce vive um mundo irreal ao ver que aquilo pode mesmo acontecer. e voce continua acreditando naquilo. persiste.
esses segundos também parecem valiosos. mas quando percebe que acabou, quer voltar para aquele mesmo sonho e ele nao vai mais voltar.
isso dói. voce cria expectativa, a cada dia que passa voce entende que aquilo pode se realizar.
mas quem entende ali nao é a mente. é o coraçao.
quando o coraçao fala alto, a razao coincidentemente se perde. ela se esvai porque sabe que nesses casos, a pessoa acaba caindo na loucura. é ilimitada, burra, estupida. mas também faz as coisas sem intençao de magoar, sem perversidade.
vive simplesmente a vida como ela é. é como eu vivo. eu nao me apaixono. eu vivo cada dia. eu vivo o que deve ser vivido no presente.
ao passado, lhe agradeço. ao futuro, sabe lá deus quem saberá.
cada dia que passa as pessoas mudam, a cada dia aprendemos coisas novas, manias, brincadeiras, palavras, conhecimentos gerais. o amor também. voce aprende cada dia o valor verdadeiro que ele tem.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Um Poema.

nem sempre somos aquilo que esperamos.
as vezes de lua, as vezes de pronto.
um amante ideal desde novo,
um amor antigo esquecido.
uma idade mal preparada desde a juventude,
tecnicamente uma pessoa já perdida.
já ouvi falar que esperança é a ultima que morre,
assim espero que seja.
quando a fase adulta começa,
as pessoas acham que devem rejuvenecer...
tecnicamente a idade corresponde a sua felicidade.
se ela for de prantos, envelhecida sua alma parecerá.
se for de sorrisos, brevemente rejuvenecerá.
viva de alegrias, felicidades, saúde e paz...
se de tristezas viver, também estará bom...porém seria melhor que fosse de amor.
cuja dor desaparece, mesmo deixando cicatriz.
felicidade está nas coisas simples da vida.
até mesmo no seu cobertor ou manta, cujo valor de te esquentar, faz com que não passe frio.
hoje num mundo capitalista até o amor é comprado.
antigamente era uma coisa sincera. 'te amo' nao era pra qualquer um.
o senso de ser simples, é ser incrível.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Amor é Prosa; Sexo é Poesia

Sábado, fui andar na praia em busca de inspiração para meu artigo de jornal. Encontro duas amigas no calçadão do Leblon:
- Teu artigo sobre amor deu o maior auê... – me diz uma delas.
- Aquele das mulheres raspadinhas também... Aliás, que você tem contra as mulheres que barbeiam as partes? – questiona a outra.
- Nada... – respondo. – Acho lindo, mas não consigo deixar de ver ali nas partes dessas moças um bigodinho sexy... não consigo evitar... Penso no bigodinho do Hitler, do Sarney... Lembram um sarneyzinho vertical nas modelos nuas... Por isso, acho que vou escrever ainda sobre sexo...
Uma delas (solteira e lírica) me diz:
- Sexo e amor são a mesma coisa...
A outra (casada e prática) retruca:
- Não são a mesma coisa não...
Sim, não, sim, não, nasceu a doce polêmica ali à beira-mar. Continuei meu cooper e deixei as duas lindas discutindo e bebendo água-de-coco. E resolvi escrever sobre essa antiga dualidade: sexo e amor. Comecei perguntando a amigos e amigas. Ninguém sabe direito. As duas categorias trepam, tendendo ou para a hipocrisia ou para o cinismo; ninguém sabe onde a galinha e onde o ovo. Percebo que os mais “sutis” defendem o amor, como algo “superior”. Para os mais práticos, sexo é a única coisa concreta. Assim sendo, meto aqui minhas próprias colheres nesta sopa.
O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.

Arnaldo Jabor

Receita da Amante Ideal

Do ponto de vista poético, jamais saberia definir a amante ideal, nem sequer a namoradinha descompromissada, da qual Pablo Neruda e Vinicius de Moraes, cada um a seu modo, cantaram o gesto, a graça e a glória. Tampouco saberia porduzir em ensaio moral (ou amoral) sobre a dita amante - e tremo em pensar que jamais haverá a amante ideal, pelo menos como a desejamos.
Mas há. Ao longo de alguns anos no exercício do duro ofício de homem, cruzei e descruzei com mulheres, amantes umas, amadas outras - todas deram problemas, espantos e triunfos. No calor do momento, todas pareciam únicas, primeiras e eternas, o que é uma banalidade da carne, da nossa carne e do nosso espírito. Cada qual tem seu gosto, sua cólera, seu roteiro de prazer e dor.
Como Siegfried, que, para se tornar imortal, banhou-se no sangue do dragão, mas uma folha caiu em suas costas e este ponto ficou vulnerável ao dardo mortal, mulher é um Siegfried andrógino; todas têm um ponto oculto, vulnerável, decisivo.
Mas a amante ideal existe. Pelas leis do mundo, que costumam ser cruéis para homens e mulheres, é possível que, no rolar das pedras, a cada homem caiba apenas uma única amante ideal, por mais que sua experiência e fome sejam extensas e fundas.
Ela não será bela, necessariamente, pois a beleza jamais será fundamental.
Ela será gostosa - não no sentido grosseiro da boazuda, mas feita ao "gosto" de nossos sentidos e apetites. Terá em síntese, às vezes de forma incompleta, tudo o que procuramos e perdemos em outras mulheres. Será honesta, mas não muito, o suficiente para, quando nos trair, deixar bem claro, a nós e ao outro, que o dono, o deus e o escravo delas continua o mesmo, ou seja, nós.
Voltará sempre e sempre perdoará até mesmo as nossas cachorradas. Será um pouco masoquista e em silêncio assumirá a sua condição de amante ideal, pagando o preço de tudo, mas jamais esquecendo as injúrias, não as graves, que jamais serão esquecidas, mas as banais, que juntas farão em sua carne uma mistura de raiva e desejo, fome a nos devorar com a pérfida boca da vingança - e, aí sim, ela encontrará sabedoria e calma para esquecer.
A amante ideal terá, mais ou menos, de oito a 12 anos menos que seu amo e senhor. Nem muito moça para os desvios do gosto e do jeito nem muito velha para lembrar - a nós homens - as mulheres que não deram certo. Pois a amante ideal sempre dará certo.
Um dia, descobriremos que a desejamos espantosamente, de 15 em 15 dias, de mês em mês, até que o tempo passou, 15 anos ou mais, e ela sobreviveu com sua força e sua tenacidade às duas ou três mulheres que durante o período passaram pelas nossas vidas, deixando escombros em nossa carne e no orgulho dela. Com o tempo, a amante ideal falará dessas mulheres em tom neutro, poderá repetir em causa própria o velho ditado machista segundo o qual o que é do homem o bicho não come.
A amante ideal sabe que tem a sua hora e vez. E espera. Saber esperar é o diferencial que torna a mulher verdadeiramente ideal, pois as outras mulheres nunca esperam, ao contrário, desesperam-se e partem para as cobranças abomináveis, alusões torpes, reivindicações mesquinhas. Quanto mais amaram ou pensaram que amaram, mais se tornam abomináveis nas cobranças e mesquinhas nas vinganças todas.
Ela mesma já está resignada a ser amante ideal, e nada pede, nada reclama. É paciente, humilde e laboriosa. Conhece nossas fraquezas, nossos medos, nossas misérias, Sobretudo nossas misérias. É a única que observa, com neutralidade: "Você hoje está muito abatido." As outras mulheres, quando pronunciam essa mesmíssima frase, estão sendo oblíquas, na verdade estão insinuando que gastamos nossas energias com outras.
A amante ideal terá sempre na bolsa o lencinho de papel que limpará nosso rosto de batom - mesmo quando o batom for de outra mulher. E quando estivermos tristes, mas tristes de não ter jeito, ela não perguntará por que e ficará triste também, só que sabendo por que ficou triste de repente.
Ventos, tufões, ventanias, coriscos, terremotos, convulsões da terra, da carne e da alma, tudo o que varre e destrói o homem tem na amante ideal o sismógrafo que registra a catástrofe. Ela se considera dotada de um sentido especial para prever essas confusões, mas ela está, a amante ideal, pronta para dizer: "Já passou." Ou o melhor: "Eu estou aqui!" Em certo sentido, nós somos um Jesus Cristo e a sua mulher é o nosso Roberto Carlos sempre à disposição.
Mas a amante ideal é sobretudo a mulher que não precisamos compreender, pois ela se compreende por nós e por ela. É como as coisas que sempre temos e nunca sabemos que temos. Não se esgota nunca e, quando nos surpreende fatigados, exaustos de outros fracassos, ela ali está, pronta, lúcida o bastante para saber cobrar a sua hora e nos ensinar o orgulho de a termos com a humildade que só ela nos pode dar.



Carlos Heitor Cony
Anos 2000
Livro: As Cem Melhores Crônicas Brasileiras

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

It's overing.

Pare. Pense.
Quando tudo na vida está desmoronando...nunca pra mim veio coisa pior. Porque eu REALMENTE estava no fundo DO POÇO.
Não dá pra imaginar como esse mundo vive de limites. Eu sei e eu quem tenho os meus. Ninguém precisa me por rodinha preu imaginar que estou fazendo algo muito grave.
Eu não sei o porquê das coisas. E gostaria de saber. Mas eu também não consigo mais acreditar nas coisas do mundo. Insensível da minha parte? Não, o mundo me fez assim.
Ontem eu estava bisbilhotando na Internet a famosidade de suicídios assustadores cometidos em famílias, rodas de amigos, vidas normais...
Agora, porque isso acontece nem eu mesma sei responder. O que eu sei é que é uma falta grave. Da sociedade. Qualquer Ser Humano tem seus direitos de ir e vir, e ninguém tem nada com isso. Se usa piercing, se tem problemas mentais, se é depressivo, se bebe demais, se é criança demais, se é adulto ou careta demais, é uma personalidade dele. Você não tem o poder de mudar ninguém. E infelizmente ainda não tem o poder de obrigá-lo a querer a sua ajuda.
Momentos de transição requer melhorias para o mundo. E isso ninguém está cumprindo. Porque olha no umbigo sujo e inútil do outro, porque acha que a culpa é do outro. Ninguém faz a sua parte. Ninguém quer fazer a sua parte.
O mundo não se voltou contra nós. Ele sempre esteve quietinho no canto dele e vieram lhe trazer problemas. Respeito mútuo de pais e filhos acabou. Os limites do Ser Humano acabou. Aquilo em que tudo parecia uma mentirinha, trata-se de uma verdade doída. Até que ponto também é preciso conscientizar a sociedade e a família para que um dia tudo cresça para melhor? Não é um desabafo, mas por opinião, as pessoas pararam e regressaram na vida.
Cada um podia um dia parar para pensar até onde chegou o senso do seu limite. Amor, eu evito se puder, e não quero mais acreditar. Eu não acredito no poder dessa porcaria. Se um dia despirocou, por alguma razão poderia pensar o contrário e não errar mais. Se um relacionamento não dá certo, não insista. Se uma pessoa é divorciada ou tem outra família antes de você, não insista. Se seus pais insistem que você precisa mudar sua vida, infelizmente aceite. Se sua vida está no fundo do poço, não se preocupe, se piorar você levanta e, se melhorar, você por favor valorize.
Nada é como queremos. Infelizmente nesta vida é preciso lutar e querer muito algo que pretende. Pois você sempre será passado para trás. Valorize a vida enquanto a tem nas mãos. Mas eu infelizmente se pudesse me suicidaria. Uma tentativa, outra, mais outra...em vão. Só um pode tirar sua vida sem que você queira. Mas se quer, que faça isso muito bem feito, e não ensaie. Os melhores shows começam através do improviso. Um ataque de culpa e suicídio é nada perto do que você escolheu.
Eu já não estou falando coisa com coisa...acho que foi um desabafo.
Eu só precisava ficar sozinha. Ou precisamente de alguém.